- Querido, poderíamos
conversar outra hora? Estou um pouco cansada...
- Não Helena, tem que ser agora!
- Não Helena, tem que ser agora!
Helena vinha evitando esta
conversa há algum tempo, mas pela resposta do marido, estava claro que ela não
poderia mais adiar.
Continuou Petrônio...
- Helena, sabes que as
coisas mudaram de algum tempo para cá. Mas independente do que ainda teremos
que conversar, o assunto agora é Julia.
Nossa filha precisa de cuidados especiais. Dá um dó olhar e ver que ela não tem mais a visão de antes. Antes eu brigava por ela estar correndo na chuva, perambulando por ai, mas agora eu juro por Deus que preferia estar brigando a vê-la do jeito que tá.
- Eu também sinto isso e me sinto mais do que culpada...
- Não terminei ainda – Interrompeu Petrônio. – Já disse que este assunto é pra depois. O que interessa agora é a saúde de nossa filha.
Antes de voltar da cidade, sua irmã foi muito generosa, deu todo apoio e propôs que Julia passasse uns tempos lá pra fazer um tratamento com os médicos...
- E você foi logo aceitando, não é? – Em tom de deboche.
Nossa filha precisa de cuidados especiais. Dá um dó olhar e ver que ela não tem mais a visão de antes. Antes eu brigava por ela estar correndo na chuva, perambulando por ai, mas agora eu juro por Deus que preferia estar brigando a vê-la do jeito que tá.
- Eu também sinto isso e me sinto mais do que culpada...
- Não terminei ainda – Interrompeu Petrônio. – Já disse que este assunto é pra depois. O que interessa agora é a saúde de nossa filha.
Antes de voltar da cidade, sua irmã foi muito generosa, deu todo apoio e propôs que Julia passasse uns tempos lá pra fazer um tratamento com os médicos...
- E você foi logo aceitando, não é? – Em tom de deboche.
Petrônio se
irritou e numa virada passou a mão num jarro sobre o peitoril e o espatifou no
chão. Helena assustou-se e percebeu que a hora não era para ciúmes ou deboches.
Ela sabia que tudo aquilo só estava acontecendo por sua exclusiva culpa e que
toda opinião contraria a do marido só ia servir para irritá-lo cada vez mais.
- Helena não é a questão de
aceitar ou não! – Esbravejou o marido. – Julia precisa de um tratamento e aqui
ela não vai ter. Eu não vou deixar minha filha sofrer só pelos seus ciúmes ou
caprichos.
Neste instante, Helena assustada começou a chorar silenciosamente. Continuava o marido a expor os motivos daquela decisão.
Neste instante, Helena assustada começou a chorar silenciosamente. Continuava o marido a expor os motivos daquela decisão.
- Vou mandar Julia sim pra
capital. Quer você queira ou não e ponto final.
Petrônio saiu da sala de
jantar fumaçando e Helena sentou-se na poltrona a chorar. Não havia resquício
de culpa pelo que ela tinha proporcionado á filha. No fundo no fundo Helena se
sentia derrotada pela irmã, vencida e traída pelas circunstancias que ela mesma
proporcionou. Se ela não tivesse ferido a filha, talvez nada disso estivesse
acontecendo. A situação a deixava em desvantagem diante da irmã.
No dia seguinte Petrônio
partiu para a cidade com a filha. Helena não se opôs em arrumar as malas da
filha. Beijou-lhe a testa e se despediu com lágrimas nos olhos.
- Não chore mãe, tudo vai
ficar bem. – Falou Julia com um sorriso no rosto.
Na capital Manuela não
sabia o que estava acontecendo. Qual teria sido a decisão de Petrônio e como
teria sido a conversa com a irmã.
Os negócios prosperavam no
estabelecimento e a noite prometia com festas e bebedeiras. Enquanto isso,
Manuela fitava uma taça de vinho, talvez imaginando a primeira noite que ela se
entregou para o amante Petrônio.
- Posso saber o que se
passa nesta cabecinha? – Perguntou Zenaide, interrompendo os pensamentos de
Manuela que divagavam.
- Sabe Zenaide, uma vez uma
das meninas me falou que pra gente ser feliz, alguém ter que ser infeliz.
Quando ela me falou isso eu achei um absurdo, mas hoje eu sinto que é verdade.
É como se fosse uma compensação. Eu fico feliz, se tirar a felicidade de
alguém...
- Por acaso a patroa tá falando do ga ran hão? – Falou pausadamente Zenaide se referindo a Petrônio.
- Ôpá! Não lhe dei esta liberdade. Mas já que fostes ousada, o motivo é ele mesmo.
- Por acaso a patroa tá falando do ga ran hão? – Falou pausadamente Zenaide se referindo a Petrônio.
- Ôpá! Não lhe dei esta liberdade. Mas já que fostes ousada, o motivo é ele mesmo.
Zenaide e Manuela tinham
cumplicidade em muitas coisas, ou quase tudo que acontecera em suas vidas.
- Pois não demore muito
tempo ai divagando em pensamento, que o desembargador acabou de chegar.
A noite era de show e o
maior cliente acabara de chegar. O desembargador.
Um homem velho, envolvidos
nos meios políticos, de idade entre oitenta e noventa anos, que bancava as
coisas de Manuela há muito tempo. Era uma espécie de amante oficial, e que ela
o tratava com exclusiva atenção.
Foi ele quem investiu naquela casa de shows, nas prostitutas e apadrinhou tudo. Era para ele que ela devia favores e lhe servia a hora que fosse.
Raramente o Desembargador comparecia naquela casa, pois seu estado de saúde não mais permitia farras ou orgias. Quando chegava, queria toda atenção e pedia para subir para os quartos, como nos velhos tempos, porém o resultado de hoje era outro.
Manuela fazia-lhe todas as vontades. Subia para o quarto e já levava uma taça de vinho do bom.
Ele se sentava na beira da cama e pedia para ela tirar a roupa. Ela obedecia, levantando a saia e mostrando o espartilho. Desabotoava o vestido deixando saltar do corpete os fartos seios rígidos. Enquanto isso o velho masturbava seu pênis sem ereção, acompanhando os movimentos do seu beribéri, doença que já lhe acompanhava há quinze anos.
Eu poucos minutos, com três ou quatro goles de vinho, e sem nada conseguir, o desembargador já estava dormindo. Manuela tirava suas botas, o puxava para o centro da cama e deixava-o dormir até o dia seguinte.
Em outros tempos a coisa não era bem assim. Mas com respeito ao homem que a fez rica, ela satisfazia seu desejo, até que o dia dele partir chegasse.
Foi ele quem investiu naquela casa de shows, nas prostitutas e apadrinhou tudo. Era para ele que ela devia favores e lhe servia a hora que fosse.
Raramente o Desembargador comparecia naquela casa, pois seu estado de saúde não mais permitia farras ou orgias. Quando chegava, queria toda atenção e pedia para subir para os quartos, como nos velhos tempos, porém o resultado de hoje era outro.
Manuela fazia-lhe todas as vontades. Subia para o quarto e já levava uma taça de vinho do bom.
Ele se sentava na beira da cama e pedia para ela tirar a roupa. Ela obedecia, levantando a saia e mostrando o espartilho. Desabotoava o vestido deixando saltar do corpete os fartos seios rígidos. Enquanto isso o velho masturbava seu pênis sem ereção, acompanhando os movimentos do seu beribéri, doença que já lhe acompanhava há quinze anos.
Eu poucos minutos, com três ou quatro goles de vinho, e sem nada conseguir, o desembargador já estava dormindo. Manuela tirava suas botas, o puxava para o centro da cama e deixava-o dormir até o dia seguinte.
Em outros tempos a coisa não era bem assim. Mas com respeito ao homem que a fez rica, ela satisfazia seu desejo, até que o dia dele partir chegasse.
A noite de festa continuava
na Manu Shows e todas as meninas brincavam, bebiam e deleitavam-se naquele
antro de perdição com os homens solteiros e, na grande maioria, casados, longe
das suas esposas, em noites de orgias e sexo.
No dia seguinte, finalmente
Julia e Petrônio desembarcam na rodoviária em que o motorista de Manuela já
esperava.Colocam as coisas no carro e partiram para a casa de Manuela, que já
os aguardavam.
- Ora más que surpresa
tê-los de volta tão rápido!
- Oi tia, o pai falou comigo no caminho. Eu vou ficar boa?
- Olha Júlia, se depender da titia aqui, tenha toda certeza.
- Oi tia, o pai falou comigo no caminho. Eu vou ficar boa?
- Olha Júlia, se depender da titia aqui, tenha toda certeza.
Manuela sabia ser amável
com as pessoas, talvez por isso tenha conquistado muitas coisas na vida.
- Bom, eu só vim deixar a Julia e já to voltado hoje mesmo. Os negócios lá...
- Mas para que tanta pressa homem? Descanse um pouco. Mandei preparar um quarto para você. Amanhã você vai, se aquiete!
- Bom, eu só vim deixar a Julia e já to voltado hoje mesmo. Os negócios lá...
- Mas para que tanta pressa homem? Descanse um pouco. Mandei preparar um quarto para você. Amanhã você vai, se aquiete!
Petrônio ficou meio sem
jeito diante da ordenação da cunhada. Pensava ele: - Será que ela vai me querer
de novo?
Tudo era de se esperar.
Aquela primeira noite ficou com um gostinho de quero mais, e Manuela estava
ardendo em chamas, só de imaginar o que aquele homem foi capaz de lhe
proporcionar na cama.
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