sábado, 16 de janeiro de 2016

Capítulo 10 - Desistência

Ainda restavam três dias para a volta de Helena com a filha Julia e o martírio de Judite continuava. Ela sabia que não conseguiria ser poupada por muito tempo e que mesmo sangrando, Petrônio poderia força-la a fazer sexo de qualquer jeito. Seu nível de testosterona estava acima do limite, quase transbordando, talvez esse o fosse motivo do seu comportamento tão agressivo.

Mais um dia se passou e Petrônio não a procurou; agora já era o quinto. Mas no sexto dia não teria jeito, as chances dele tê-la era iminente e alguma coisa deveria ser feito. Mas o que?
Na mesa do café, Petrônio estava calmo e não tirava os olhos da vítima.
- Ô Judite, tu ainda tá doente?
- Claro seu Petrônio. Quero dizer, to sim senhor e tá vindo é muito, assim um sangue pisado...
- Ora essa que tô tomando café menina, isso é conversa?
- Pois é seu Petrônio, eu ainda to de bode viu?.
- E me diz uma coisa, esse bode não tem ... você sabe né? Pois me aguarde hoje a noite, que a cobra vai fumar. – E saiu sorridente para o serviço.
Tudo que não podia acontecer, aconteceu. E agora? Seu patrão se convenceu de que não tinha chances pela porta da frente, mas a de traz...
Judite estava frita. Ela nunca tinha feito sexo anal, mas do jeito que Petrônio deu a entender, naquela noite ele iria a possuir por traz.
- Ai meu Deus do céu, esse homem vai me arrombar todinha! – Pensou Judite.
Não lhe vinha à cabeça nada de novo, nem uma ideia e junto com o nervosismo ela não tinha cabeça para nada. Até os afazeres de casa Judite não conseguia fazer direito. Quebrou duas xícaras, coisa que nunca acontecera antes e ainda teria que explicar para a patroa os motivos do desastre.
Então algo de meticuloso começou a fervilhar naquela mente atormentada.
O sexto dia chegou e já eram cinco da tarde. Judite sentada na porta da cozinha catando arroz, imaginava que seu calvário estava pra chegar. Foi ai que num estalo, veio algo à sua mente. Ela largou o arroz rapidamente, correu para o quarto e pegou três lençóis, os mais brancos que tinha achado. Foi ao tanque e jogou água de sabão em dois deles, depois os colocou pendurados no varal armado ao lado da casa.
O outro lençol ela dobrou e forrou seu bumbum, ficando com o traseiro bem mais avantajado do que já era.
Pronto, a sorte estava lançada. Petrônio chegou e chamou Judite como da última vez. Ela não respondeu. Então ele perambulou por toda casa até chegar no quarto dela, que ficava no fundo da casa. Ela estava lá, deitada, quietinha.
- Ora mas quem diria. A bezerrinha já tá no ponto é?
- Ai, ai... – Judite gemia baixinho.
- Mas que diabos é desta vez?
- Minha barriga seu Petrônio. Sabe aquele chá que dona Helena me deu? Ela sempre me dá este chá....
- Tu já me falou isso da última vez. O que é agora, vai me dizer que teu sangramento aumentou? Isso não é problema, porque hoje eu vou querer outra coisa. - E foi logo se deitando sobre ela que estava de costas.
Assim que Judite sentiu o peso dele, soltou um estrondoso pum que fez Petrônio cair de lado.
- Sabe que é seu Petrônio, era o que eu tava dizendo, aquele chá me fez mal e por isso tô me vazando todinha a tarde toda, olha só!
Estava difícil para convencer o homem. Foi ai que Judite levantou a saia, tirou o lençol por baixo da calçola, sujo de uma água marrom e com mal cheiro terrível.
Judite havia misturado água de sabão com óleo de rícino e lama de giral, gerando aquele mal cheiro insuportável.
Não deu outra. Petrônio saiu do quarto engulhando e foi para dentro de casa soltando fogo pela fuça, mas nem perto de Judite ele conseguia ficar.
Salva pelo gongo, Judite iria dormir mais uma noite com todas as suas pregas intactas e virgem do bumbum.
No dia seguinte Helena chegou trazendo novidades.
- Mas que bagunça está a casa! Judite, o que estavas a fazer? 
- Bom dia Dona Helena, é que eu tava meio adoentada.
- Procure já lavar estas louças do café e esquente uma água que vou dar um banho em Júlia.
- Sim senhora!

Apesar do puxão de orelha, Judite estava feliz. A presença de Helena iria ocupar seu patrão por mais alguns dias, que agora iria desforrar sua sede de sexo na sua matriz.

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