Neste momento, Helena entra
na cozinha com a bebê no colo.
- Nossa, parece que Judite
viu fantasma! Passou por mim feito um furacão.
- De certo prima, eu devo ter falado algo que a deixou nervosa.
- Victor, Victor, veja bem o que você está querendo. – Falou Helena em tom de atenção.
- Ora más não estou fazendo nada que lhe desagrade...
- Eu sei muito bem como vocês homens são. Não podem ver um rabo de saia que já ficam todos sassariqueiros. A moça é jeitosa sim, mas você é um rapaz de outro nível, não ia querer se meter com uma simples criada. Mas... Se o primo quiser uma ajuda... Quem sabe. – Ambos se olharam e o sorriso sarcástico de Helena deixava a entender para Victor que havia uma chance dela aproximar os dois.
- De certo prima, eu devo ter falado algo que a deixou nervosa.
- Victor, Victor, veja bem o que você está querendo. – Falou Helena em tom de atenção.
- Ora más não estou fazendo nada que lhe desagrade...
- Eu sei muito bem como vocês homens são. Não podem ver um rabo de saia que já ficam todos sassariqueiros. A moça é jeitosa sim, mas você é um rapaz de outro nível, não ia querer se meter com uma simples criada. Mas... Se o primo quiser uma ajuda... Quem sabe. – Ambos se olharam e o sorriso sarcástico de Helena deixava a entender para Victor que havia uma chance dela aproximar os dois.
Helena sabia que Victor
estava se interessando por Judite. De certa forma ela achava isso bom,
independente das diferenças sociais, aquela poderia ser a chance de afastar o
fantasma da traição de uma vez por todas.
Naquela noite, todos estavam na sala de jantar. Comeram e beberam de um bom vinho.
Naquela noite, todos estavam na sala de jantar. Comeram e beberam de um bom vinho.
- Ora, ora, vejo que o seu
Miguel aprecia um bom vinho do porto!
- Está nas raízes filho. Um cálice por dia pra mim é o suficiente. Este vinho tem uma história, é natural e produzido ao norte de Portugal. Talvez Helena não se lembre, era muito pequena quando seu avô mandava buscar o vinho diretamente de Vila Nova de Gaia, por isso que ele passou a se chamar vinho do porto.
- Está nas raízes filho. Um cálice por dia pra mim é o suficiente. Este vinho tem uma história, é natural e produzido ao norte de Portugal. Talvez Helena não se lembre, era muito pequena quando seu avô mandava buscar o vinho diretamente de Vila Nova de Gaia, por isso que ele passou a se chamar vinho do porto.
Miguel tinha uma saúde de
ferro. Apesar da bengala que usava para se apoiar, ele acreditava que o costume
de tomar um cálice de vinho por dia era a razão da sua saúde inabalável.
- E o primo, não aprecia um
bom vinho? – Perguntou Helena.
- Fala-se muito no vinho produzido pelo Château Petrus, lá na França, de qualidade francesa, da região de Bordeaux. Um dos melhores por lá.
- Mas não chega a ter grande notoriedade como o vinho do porto. – Retrucou Miguel brindando com todos.
- Meu vinho mesmo do bom é esse aqui – Petrônio levantou a taça com uma dose de pinga da boa.
- É azul esta ai né tio?
- Olha rapaz, tu não sabes o que ta perdendo. Essa azulzinha é a preparada.
- Fala-se muito no vinho produzido pelo Château Petrus, lá na França, de qualidade francesa, da região de Bordeaux. Um dos melhores por lá.
- Mas não chega a ter grande notoriedade como o vinho do porto. – Retrucou Miguel brindando com todos.
- Meu vinho mesmo do bom é esse aqui – Petrônio levantou a taça com uma dose de pinga da boa.
- É azul esta ai né tio?
- Olha rapaz, tu não sabes o que ta perdendo. Essa azulzinha é a preparada.
Na época, as bebidas
engarrafas nos alambiques da região recebiam uma preparação especial, às vezes
feitas nos próprios comércios ou por pessoas comuns. Misturavam de tudo; pimenta,
casca de laranja, de andiroba, rabo de cobra, escorpião, frutas, etc.
A garrafa havia sido aberta naquela noite, e estava cheia até a tampa.
A garrafa havia sido aberta naquela noite, e estava cheia até a tampa.
Enquanto todos conversavam,
Julia, deitada na poltrona ao lado choramingava.
- Eu como estou
amamentando, não posso nem sentir o cheiro. Com licença. – Se levantou Helena
para atender ao chamado de Julia.
A conversa continuava e
todos estavam alegres. Miguel já tinha extrapolado sua cota diária e Petrônio
já estava no meio da preparada.
Victor era contencioso e apenas provava, quase que apenas molhando os lábios e apreciando a coversa.
Victor era contencioso e apenas provava, quase que apenas molhando os lábios e apreciando a coversa.
- A prosa tá boa, mas tenho
que me recolher. – Disse Miguel, acompanhado de Victor.
- Eu também. Com licença tio.
- Já que todos vão dormir, vou também. – Complementou Petrônio.
- Eu também. Com licença tio.
- Já que todos vão dormir, vou também. – Complementou Petrônio.
No quarto, Helena estava
amamentando a filha e Petrônio sentou-se na beira da cama e começou a tirar as
botas. Recostou um pouco, esperando a esposa terminar a amamentação para ocupar
o seu lugar. Foi então que se levantou para fechar a porta, quando ouviu um
barulho de alguém conversando vindo do quarto do fundo.
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