sábado, 16 de janeiro de 2016

Capítulo 22 - A primeira vez

- Tem alguém ai? – Perguntou Petrônio novamente, baixando o candeeiro ao chão e puxando pela sua peixeira.

Júlia Ficou mais branca do que já era. Suas pernas mais bambas do que já estavam, só em pensar que seu pai mataria Mateus. Não tinha dúvidas disso.
- Que foi Zé, você viu alguma coisa? – Perguntou Helena só de camisola e com uma xícara de chá na mão.
- Sei lá, parece que ouvi alguma coisa no quintal.
- Ora veja, não é nada homem. Quem ousaria entrar nesta casa. Há tanto tempo que moramos aqui. Deve ser bicho do mato.
E sem dar um suspiro sequer o coração de Júlia foi se acalmando, enquanto que Mateus suava mais que chaleira no fogão, mesmo com o frio que fazia lá fora.
Por sorte seu pai desistiu da investida e resolveu voltar, atendendo aos apelos carinhosos de Helena. Entrou e fechou a porta, colocou a tranca e apagou as luzes do terraço, deixando mais escuro ainda o ambiente externo.
Júlia não perdeu tempo. A destemida jovem virou-se de frente para Mateus e lhe tascou um beijo. Ele, pálido e molhado de suor não esboçava qualquer reação. Mas Júlia tinha a essência do pai e aos pouco foi trazendo Mateus de volta ao momento do prazer. O encostou na arvore e beijava sua boca com volúpia, esfregando seu corpo sobre o dele, que logo deu reação. Agora era tudo que ela queria. Sentia seu sexo lhe tocar as coxas, enquanto as mãos de Mateus passeavam sobre seus seios e às vezes descia vagarosamente por cima de sua calcinha.
Mateus era um menino tímido, porém, diante de uma professora precoce, seu instinto de homem vinha à tona com toda força. Ela pegou seu pênis sob sua calça e esfregava-o entre suas pernas, sobre o chambre. Ela mordiscava os lábios carnudos de Mateus enquanto sua mão trabalhava por baixo, fazendo ele às vezes recuar, de tanta força que ela pegava seu sexo e o masturbava. No entanto, ambos não tinham ainda coragem de consumar o fato. Ficavam de roupas apenas, talvez por medo, ou pela falta de conforto do local.
Ela virou-se de costas e fez com que ele a apertasse por traz, sentindo o volume dele sobre seu traseiro. Vagarosamente Julia se mexia para um lado e para o outro, enquanto Mateus lhe afagava os seios com uma mão e com a outra acariciava seu clitóris sobre sua roupa. Não havia gemidos, não havia suspiros fortes. Ambos adormecidos e sedentos de tesão, brincavam como crianças, curiosas, inexperientes, más instintivas.
Eles então se abraçaram de frente e se beijavam fortemente. Entre seus corpos não havia espaço para o menor corpo que pudesse existir. Agora Matheus foi mais ousado e colocou seu membro para fora da calça. Júlia não perdeu tempo e o pegou fortemente, masturbando-o para cima e para baixo. Ela então levantou o chambre e começou a esfregar aquele membro entre suas pernas, por sobre a calcinha e de repente sentiu um liquido quente escorrer sobre suas coxas em abundancia. Um jato forte que ela nunca tinha visto antes ou passado por aquele momento. Por um instante pensou que houvesse urinado sem saber. Mateus estava mais ofegante e o Máximo que fez foi enrijecer o corpo para frente, com seu membro em riste, jorrando seu semem sobre sua namorada. Foi ai então que Julia descobriu que daquela ferramenta do prazer saia alguma coisa quando se chegava ao clímax do amor, apenas nas preliminares, sem saber de fato.
Sua curiosidade foi sendo respondida à proporção que Mateus foi diminuindo o tesão e seus dedos começaram a grudar, por um líquido branco e grudento.
- Agora já é tarde, preciso ir – Falou Mateus, como todos os homens depois que estão satisfeitos.
- Espera – Falou Júlia. – Quando vamos nos ver novamente?
- Não sei. Talvez amanhã no mesmo lugar.
- Queria te perguntar uma coisa. Isso que saiu de você é normal? – Julia se referia ao esperma derramado sobre seu corpo.
- Claro, quer dizer, acho que sim. Sempre saiu quando eu faço isso sozinho.
- Você faz o que sozinho?
- Isso. Ah Jú, todo garoto faz isso... – Envergonhado.
- Gosto disso e senti uma coisa em mim também, mas só me deixou assim. – Pegou a mão de Mateus e passou sobre sua penugem, o fazendo sentir que ela estava encharcada, molhada.
- Nossa! Não sabia que ficava assim nas mulheres. Preciso ir. – E deu um beijo rápido para depois partir sorrateiramente por entre a vegetação.
No dia seguinte, Julia acordou com dores no corpo e muito feliz, como se tivesse visto passarinhos azuis. Na verdade ela não viu, mas sentiu de fato.
- Júlia, acorda, está na hora do café. – Chamou Helena batendo na porta.
Já passavam das oito da manha, quando se ouve o barulho de um carro chegando.
- Ô de casa! Bom dia!
Uma jovem senhora alta, cabelos pretos e corpo não tanto magra, bate palmas chamando pelos donos da casa, quando Helena vai até a janela e responde.

- Bom dia. Pois não senhora, do que se trata?
- Desculpe o incômodo, meu nome é Dra Zenaide. Sou do fórum da cidade e estou procurando pelo Sr. José Petrônio Soares Costa.
- É aqui mesmo. Um instante que vou abrir a porta.

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