sábado, 16 de janeiro de 2016

Capítulo 11 - O retorno

Cansada da viajem, Helena deu um banho em Julia, fez um tour pela casa para ver como estavam as coisas e em seguida se recolhe no quarto.

- Judite, assim que o Zé chegar me chame para o almoço. Estou muito cansada, aquele carro do tio me deixou exausta.
- Sim senhora dona Helena. Ah, a senhora nem sabe, aquelas panelas eu areei todas... – Interrompeu Helena.
- Judite, depois que eu descansar você me conta suas estripulias. Alias, ia me esquecendo, você tomou o chá que deixei?
- Sim senhora, na hora certinha.
Realmente Helena estava muito cansada e Julia, apesar de pequena, havia sentido os abalos torturantes da viajem. Os solavancos da buraqueira daquela estrada causticante. 
Mas algo de estranho havia naquele chá. Há muito tempo que Helena medicava Judite com aquelas ervas, sem que a moça tivesse qualquer tipo de enfermidade, pelo menos visível.
As horas foram passando, meio dia se aproximando e finalmente o dono da casa chegou. Tudo em silêncio e agora mais arrumado e limpo. Não que Judite fosse uma serviçal relaxada, mas a situação naqueles dias não era boa para ela e a criada não tinha como fazer nada direito.
Petrônio chegou em casa.
- Já vi que Helena tá de volta. Onde ela tá – Perguntou Petrônio pra Judite que estava no fogão terminando de fazer o almoço.
- Ela tá descansando no quarto seu Petrônio, mas pediu que eu a chamasse assim que o senhor chegasse.
- Pois não tenha pressa. Não precisa chamar por enquanto. Tenho outras coisas pra fazer.
E foi abraçando Judite por traz, como sempre fazia. Desta vez não tinha como ela escapar. Ela soltou a colher de pau e se apoiou na beira do fogão de lenha.
- Tu tava pensando que ia escapar dessa vez né?
- Seu Petrônio, sua mulher pode acordar...
- Não acorda não. Ela tá cansada se lembra? E eu to virado no cão de tão doido pra ter você.
Não precisava nem falar. Do jeito que Petrônio estava encaixado no seu traseiro, não passava nem mosquito e Judite sentira toda a protuberância a rossar no seu bumbum. Ele a apertava de costas enquanto suas mãos percorriam seus seios e por entre suas coxas.
Dessa vez ele não estava sendo tão violento. Muito pelo contrário, havia um princípio de carinho, tipo preliminar. Era de estranhar para Judite, mas desta vez ela sentia uma excitação e sua respiração estava mais solta e ofegante. Aquela mão direita lhe massageando o sexo, a esquerda apalpando seus seios e o membro no seu traseiro, estava lhe fazendo começar a gostar e ficar úmida. Ele mais tolerante com a sua vontade, resolveu brincar com o dedo antes. Ao penetra-la com o indicador direito, ela se esquivou para trás pressionando ainda mais o membro do patrão. Eis que na hora que Petrônio estava para desabotoar a calça, ouve-se um barulho de porta. Era Helena saindo do quarto.
Padrões da época, normalmente a cozinha era o último cômodo da residência. Entre a sala e a cozinha estavam os quartos, separados por um corredor, o que propiciou que Helena não tivesse a visão imediata do flagrante delito.
Ambos tomaram um susto daqueles. Judite se recompôs o mais rápido possível, enquanto Petrônio não sabia se saia para o quintal, se sentava na cadeira ou ficava em pé. Lógico que com tudo aquilo à mostra marcando na calça, seria óbvio que Helena iria descobrir o que estava acontecendo. Mas Judite foi muito esperta e sabendo que iria sobrar pra ela também, tratou de jogar a panela de macarrão no chão, como num acidente, permitindo que Petrônio logo se curvasse para ajudar e dessa forma escondesse a prova do crime, nitidamente vista no volume da sua calça.
- Ai meu Deus! Seu Petrônio Ajuda aqui – Gritou Judite ao “deixar” a panela cair.

Nesse instante Helena dobrava o corredor e viu algo que lhe chamou a atenção.

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