terça-feira, 7 de agosto de 2018

Capitulo 39 – O Adultério


               Enquanto Júlia fazia seu tratamento na Europa, a vida na fazenda corria rotineiramente. Petrônio na sua lida diária e Helena cada dia mais louca.

    Mas nem tudo era paz para o patrão da modesta loja de tecidos. Não obstante seu jeito meio bruto de ser, alguns boatos apimentavam a imaginação das mulheres do pequeno povoado. Petrônio era um tipo trancado, homem de pouca conversa, sem sorriso fácil, aguçava a vontade de algumas jovens donzelas do vilarejo. Principalmente as casadas.


    Naquele dia, como todos os demais, Petrônio sempre passava na quitanda do Cirino, bem na esquina. Tomava uma pinga, para aumentar seu apetite.

    - Bom dia seu Petrônio! Vai dois ou quatro dedos hoje?

    - Ora veja, só dois dedos como sempre.

    O velho Cirino entornou a garrafa na boca do copo e deitou dois dedos e meio. A malvada descia branquinha, até completar.

- Uma dose pro santo! -  que era costume, disse ele.

    Petrônio tomou de vez a cachaça e nem fez cara feia.

               Bida, que era mulher do venderão Cirino, olhava a cena por traz da cortina e viajava em pensamentos libidinosos. Foi só Petrônio montar o cavalo que ela, sem o marido ver, tratou de pedir carona na garupa, alegando que precisava ir na casa da sua mãe, que ficava no caminho, bem na curva do rio arizona.

               Bida tinha seus vinte e poucos anos, mulher nova, fogosa, voz rouca, pele morena jambo, cabelo cacheados, olhos pequenos, baixinha de corpo escultural, deixava transparecer sobre suas vestes tão arredondada anca.

               Em certo ponto do caminho, ao passar pelo rio, ela pediu que ele parasse ali. Petrônio assim fez, sem entender o motivo.
    Desde que sua esposa ficou doente da cabeça, Petrônio sempre ia almoçar em casa. Nem sempre Helena o aguardava. Às vezes ela dormia o dia todo, outras vezes virava a noite costurando ou cozinhando doces e fazendo compotas.

               Naquele momento o sol estava à pino, não havia uma viva alma na estrada e não se sabe o que deu na cabeça daquela mulher para parar logo ali.

               Ela desceu do cavalo e convidou Petrônio para lhe acompanhar no banho. Além de parecer estranho, uma mulher de respeito, casada, a convidar-lhe para tal proeza... Ele ficou meio sem graça pelo convite.

- Vamos, - Insistiu ela - Estou morrendo de calor!

               Quase se desequilibrando, ela desceu um barranco, segurando-se nos galhos magros de um cajueiro. Era um lugar lindo, paradisíaco. Areia, águas cristalinas... debaixo de um sol escaldante.

- Dona Bida, me desculpe, mas a senhora há de convir que de certo não é de bom tom uma dama convidar um homem assim, pra lhe fazer companhia num banho. E seu marido não há de estranhar? Uma senhora, assim só mais eu...

               Petrônio estava nervoso. Suas mãos seguravam as rédeas com força e o cavalo não parava de se movimentar. Mas ela o interrompeu.

- Nem toda verdade precisa ser dita seu Petrônio. Afinal, quem há de saber sobre nós? Venha! Ou estás com medo?

- Ora, ora, e eu sou lá homem de ter medo! - Respondeu Petrônio.


               Aquilo ali não estava cheirando bem, ou melhor, estava cheirando à pólvora, pois corria o boato de que o tal Cirino, marido da Bida, já havia matado mais de dois por ciúmes. Mas quem está no fogo é pra se queimar.

               Petrônio não era homem de negar fogo. Seu nível de testosterona era acima do normal e para ele não importava a hora nem o local. Desceu então do cavalo, apeou o animal a um galho mais grosso e circulando o cajueiro desceu até a água.
               Ela tirou uma toalha da sacola e um sabonete. Estava usando uma camiseta com um corpete por baixo. Ficou de costas para Petrônio, tirou a camiseta e em seguida o corpete. Notou que ele ficou sem graça, um tanto apreensivo. Foi até a beira do rio, tirou a sandália e estendeu a toalha em cima de uma pedra próxima e mergulhou.

- Vem homem, que tá esperando?

- Mas como vou banhar? Não vim preparado uai! Assim, de roupa?

-  Tira a calça então e vem como chegou ao mundo. – Falou Bida com olhar cheio de insinuações.

               Petrônio era o tipo de homem que não tinha vergonha de nada. Tirou a calça, a cueca, a camisa, a bota e se dirigiu para o rio. Bida estava de costas propositalmente, não mergulhada totalmente. A água abaixo da sua cintura fazia expor seu bumbum arrebitado e bem torneado.

Aquela imagem mexeu com Petrônio.

- Você gosta de banhar assim? – Perguntou Bida virando-se de vez e não teve como não reparar os olhares sedutores de Petrônio.

- Assim como? Com mulher dos outros?

- Não seu Petrônio, assim sem roupas, numa água gelada...

- Ora dona Bida, já nem me lembro o tanto que fiz isso. Sozinho, quero dizer. Mas devo confessar que desta vez é diferente.

- Diferente como? Pior ou melhor? – Seu sorriso no canto dos lábios, cara de safada e olhos insinuadores só aguçavam a mente daquele homem.

               Ela mergulhava, subia e descia. Sacudia os cabelos, virava de frente e de costas, provocando Petrônio de todas as formas.

               Ele não falava nada. Só olhava aquele corpo escultural, mergulhando, descendo e subindo. Seus seios rígidos apontavam para o algoz caçador, como se oferecendo de bandeja naquele momento.

               Petrônio resistia ao máximo. Não fazia movimentos, porém a sua natureza o denunciava das suas vontades e intenções. Depois de algum tempo ela resolveu investir para cima dele e tomou a iniciativa.

               Pediu para ele deixar ela ensaboar suas costas. Ele sentou numa pedra fora do rio,  Ela foi por traz dele e começou a passar o sabonete em seus cabelos. Depois que estava cheio de espumas pediu para ele passar nos cabelos dela. Por traz, agora de pé e triscando seu membro naquele bumbum, ele ensaboou seus cabelos e depois mergulharam juntos no rio. Ele estava excitado, não era de menos. Ela olhou bem para baixo e não pode deixar de perceber algo latejante sob as águas límpidas, mesmo com a espuma que saíra dos seus corpos pairando sobre as águas.
              
               - Nossa seu Petrônio, não sabia que o senhor era assim... tão...Confesso que nunca tinha visto um desse tamanho. – Risos.

Ele ficou sem graça. Ela continuou.

- Eu nunca tive um homem desse tamanho em toda minha vida.

- É, sempre há uma primeira vez. Retrucou Petrônio se aproximando dela.

               Ela mergulhou, mas quando subiu, estava rente ao corpo de Petrônio. Seu rosto quase triscou naquele membro protuberante.
               Sem perder tempo, Petrônio segurou sua cabeça e não a deixou se elevar, direcionando sua boca para seu órgão em riste. Ela sugou ele copiosamente. Mordia, lambia e engolia com fervor.

               O movimento do rio caudaloso empurrava sua cabeça fazendo-a se engasgar algumas vezes. Mas ela não se fazia de rogada e abocanhava o bruto.

               Saíram do rio e foram para a margem. Ela o beijava com sofreguidão. Esfregava-se em seu corpo, virou-se de costas, abriu as pernas para ele, que foi com muita vontade e a possuiu lentamente, penetrando vagarosamente sua gruta.
                Ela sentia ele cada vez mais dentro dela. Arrebitava-se, enquanto Petrônio beijava seu pescoço, lambia seus ouvidos, afagava seus cabelos e suas mãos grandes acariciavam seus seios fartos e pontiagudos.

               Seus gemidos eram de dor e prazer, sucumbidos pelas águas do rio e o barulho das folhagens.
               Os movimentos dele a faziam tremer e aquela posição parecia produzir múltiplos orgasmos. 
               Pernas bambas, suor excessivo e o corpo febril denunciavam seu estado de êxtase e prazer.
              
               Toda virilidade e protuberância de Petrônio estavam em jogo. Ela tremia sobre aquele sol escaldante e não era de frio, mas não arredava dali um paço. O momento era único na sua vida. Ele a virou de frente e a levantou, seu membro então a penetrou frontalmente. De pé, num vai a vem acelerado, ambos orquestravam o som do amor. Ela movimentava-se de forma cadenciada e ele completava o movimento. Não saia de dentro dela. Seu órgão feminino quente, úmida latejava de prazer, totalmente completado.
               Então ele a abraçou forte, enquanto sugava seus lábios, sua língua e jorrou seu sêmen abundantemente dentro dela.

               Petrônio era o tipo de homem com tanta testosterona, que era capaz de ejacular várias vezes, em coitos seguidos e deixar qualquer mulher no clímax máximo.


    Agora eles foram para mais afastados do rio e sobre uma pedra ele se deitou e pediu que ela sentasse sobre ele.

    Ela foi sentando lentamente, sentindo aquela penetração cada vez mais profunda. Gemia e serpenteava igual um bambu, querendo provar do fruto proibido que pela primeira vez lhe foi oferecido.

- Vai, vai, me possua forte, mais, mais...

               Petrônio não deixava nada a desejar para aquela mulher fogosa e carente de um homem de verdade. Não que seu marido não fosse, mas a diferença de mais de vinte anos de idade fazia boa diferença.
               A comunidade dizia que o casamento da Bida com Cirino, aquele ancião de 65 anos foi apenas interesse. Daí a explicação para tanta fogosidade.

               Permaneceram naquela posição por pouco tempo, talvez pelo incomodo que fazia à ela. Até que ele se levantou e foram para a sombra de uma arvore. Ela ajoelhou-se e começou a chupá-lo novamente. Sua boca era um veludo e Petrônio delirava quando ela circundava sua glande com a língua. Engolia o bruto até a garganta, às vezes engulhava e apertava com seus lábios vermelhos.

               Ele a virou de costas e a fez segurar num galho de arvore, um pouco mais alto. Segurou sua cintura e começou a penetrar ela por traz. Ela agora gemeu, mas se esquivou, rebolando enquanto ele, em riste, num coito animal, a penetrava por onde ela nunca havia experimentado antes.

               Tudo ali era a primeira vez para ela. Que apesar de casada com um velho, nunca teve a oportunidade de receber um macho de verdade, assim, tenazmente.

               Petrônio agora curvado para frente e ela arrebitada, enlaçava seu corpo e com força a penetrava profundamente, naquele traseiro desejado por tantos outros, porém exclusivo agora de Petrônio. Ela quase desmaiada, suas pernas bambeavam, contudo não reclamava, só pedia mais. Exigia, se entregava.

               Foi aí que ela soltou do galho e ficou de quatro sobre a raiz da árvore. Seu joelho curvou-se e ele debruçou sobre ela. Num vai e vem frenético, sua mão esquerda lhe acariciava os seios enquanto a direita acariciava seu clitóris e a masturbava carinhosamente. Lágrimas rolavam dos olhos de Bida, de alegria, dor, prazer e tudo mais que ela um dia viria a imaginar.
               Em pouco tempo, mais uma vez Petrônio a inundou com seu sêmen. Ela então soltou um grito de dor, pela profundidade que Petrônio jorrou seu líquido.

               Bida estava acabada, fraca e quase desmaiou. Ele teve que a segurar para que não caísse, ao tentar se levantar. Então ela se atirou ao chão.

               Deitada, ardida, paralisada, porém satisfeita como nunca, Bida olhou para ele e sorriu.

               Pela primeira vez ela se sentiu uma mulher de verdade. Atingiu todos os orgasmos possíveis e impossíveis. O clímax.

               Rapidamente tomaram novo banho, se arrumaram e seguiram viagem. Petrônio sem saber como explicar para a mulher a roupa molhada e Bida sem saber explicar para seu marido sobre suas vestes sujas de sangue. Apesar de ter valido a pena.

Naquela tarde, por sorte, ao chegar em casa Helena estava deitada.

Ele tirou a roupa, colocou na porta da lavanderia e entrou para o banho.

Sem perceber, Helena se aproxima, pega a roupa e com o sexto sentido de uma mulher, perguntou:

- Posso saber com que vadia meu marido se deitou agora?

( continua no próximo capítulo)



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